Lado a lado, mistos, 2+2... que tipo de swinger vocês são de verdade?
Há algum tempo, fomos a um clube e começamos a conversar com outro casal.
Feeling muito bom. Muita cumplicidade. A conversa era fluida, natural, leve. No papel, tudo parecia bastante simples: eles eram swingers, nós também.
Depois começamos a falar um pouco mais concretamente sobre a forma como cada um vivia esses encontros.
E aí... surpresa.
Para eles, o ideal era que cada um fosse com o outro parceiro. Dois novos duos, dois espaços, dois momentos vividos separadamente.
Nós, pelo contrário, imaginávamos a troca mais como algo que os quatro vivem juntos.
Ninguém estava errado. Ninguém era mais ou menos libertino do que o outro.
Nós simplesmente... não éramos compatíveis.
E essa conversa me fez perceber uma coisa: dizer «somos swingers» no fim das contas não basta para explicar aquilo de que realmente gostamos.
Então comecei a olhar com um pouco mais de atenção para os diferentes termos usados nesse meio.
Há primeiro o côte-à-côte. Dois casais partilham o mesmo espaço, o mesmo ambiente, os olhares, a proximidade... mas cada um fica com o seu parceiro. E, ao contrário do que alguns imaginam, isso não é necessariamente uma etapa antes de ir mais longe. Para alguns casais, é exatamente a experiência procurada.
Depois há o mélangisme. As fronteiras ficam mais flexíveis. Os casais aproximam-se, seduzem-se, partilham certas coisas, ao mesmo tempo que mantêm limites que lhes pertencem. E é aí que já se percebe que uma simples etiqueta nunca basta: dois casais que se dizem mélangistes podem ter desejos muito diferentes.
Depois vem o que eu chamaria de troca a quatro, ou essa ideia de um swing mais «fusionado». Os parceiros podem mudar, mas toda a gente continua junta. O momento continua coletivo, partilhado, vivido no mesmo espaço.
Na verdade, isso é bastante próximo do que imaginávamos instintivamente, o Adrien e eu, quando começámos a explorar o swing.
E depois há o 2+2. Dois casais chegam juntos, depois formam-se dois novos duos e cada um pode viver o seu momento de forma mais independente, às vezes em espaços separados.
Era justamente isso que procurava o casal que conhecemos nessa noite.
Nem melhor. Nem pior. Nem «mais libertino».
Apenas diferente.
E como já tínhamos começado a aprofundar o tema, decidimos ir um pouco mais longe: o Adrien e eu fizemos separadamente o teste de perfil libertino do The Lifestyle Test (https://thelifestyletest.com), sem comparar as nossas respostas.
E o resultado fez-nos sorrir.
O nosso perfil principal é exatamente o mesmo: swinger fusionado. 84% para o Adrien e 79% para mim.
Por isso, na nossa visão geral, estamos bastante alinhados: gostamos da ideia da troca, mas com essa vontade de permanecer juntos, partilhar o mesmo ambiente e viver a experiência como algo comum.
Mas, quando olhamos os resultados mais de perto... aparecem algumas diferenças. 👀
O Adrien surge, por exemplo, muito mais alto no candaulismo participativo: 49%, contra 24% para mim. Ele também aparece mais marcado nos perfis partilhadores, exibicionistas ou orgiásticos.
Do meu lado, aparecem perfis como unicórnio, hotwife ou candaulista, com outros matizes.
E em alguns pontos, estamos quase perfeitamente alinhados: triolismo 62% / 58%, mélangisme à volta dos 20%... e sobretudo um 2+2 muito baixo em ambos: 6% para o Adrien, 3% para mim.
No fim, o mesmo perfil principal... mas não exatamente os mesmos níveis.
E talvez seja isso o que achei mais interessante neste teste: ser compatível não quer dizer ser idêntico.
Também se pode preferir uma dinâmica com certas pessoas e outra com um casal diferente. Os desejos evoluem com a confiança, o feeling, o momento... e às vezes simplesmente com o tempo.
Desde aquela noite, a pergunta «vocês são swingers?» parece-me quase incompleta.
A verdadeira pergunta seria antes:
«E para vocês... o que significa ser swingers?»
Então agora, estou curiosa.
Vocês são mais de lado a lado, mistos, sempre a quatro, 2+2... ou totalmente impossíveis de encaixar numa única caixa? 🍍
Vicky







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